quarta-feira, 24 de agosto de 2011

São Paulo acorda no segundo tempo, bate o Ceará com folga e avança na Sul-Americana


Após marcar belo gol em jogo contra o Ceará, Lucas comemora e recebe o carinho da torcida
Do UOL Esporte
Em São Paulo
O São Paulo fez o dever de casa, bateu o Ceará por 3 a 0 no Morumbi e garantiu a classificação para a próxima fase da Copa Sul-Americana. A equipe superou um primeiro tempo muito ruim e contou com noite feliz de Cícero e Lucas para resolver a partida.
Disposto a resolver a classificação rapidamente, o tricolor começou o jogo pressionando a saída de bola para sufocar o Ceará em seu próprio campo. Com Fernandinho, Dagoberto e Lucas bem adiantados, a tática surtiu efeito e nos primeiros minutos os visitantes não conseguiram ter tranquilidade para acalmar a partida. Com a bola nos pés, porém, o time se perdia em meio a tentativas individuais de seus homens de frente.
Bastaram 15 minutos para perceber que a formação mandada a campo pelo técnico Adilson Batista não funcionaria. Sem um articulador no meio e com Lucas desaparecido, o São Paulo não conseguia pôr a bola no chão e armar jogadas de ataque. Casemiro, aparentemente designado para a função, não deu conta do recado e Carlinhos Paraíba errava muitos passes. Resultado: chutões, lançamentos para ninguém e pouca efetividade.
Destaque no duelo contra o Palmeiras, Dagoberto abusou do individualismo e por diversas vezes se atirou no chão na tentativa de cavar faltas perigosas. A lesão de Fernandinho aos 30 minutos deu a oportunidade de Adilson corrigir o erro na escalação e mandar Cícero a campo para dar mais consistência à equipe, que não escapou das vaias no fim da primeira etapa.
A conversa no vestiário deve ter sido quente, porque o São Paulo voltou muito mais ligado na segunda etapa. Logo aos 2minutos Cícero bateu falta perigosa e levantou a torcida. Lucas também veio melhor e começou a se movimentar mais à procura da bola. Mais agressivo, o time passou a efetivamente dominar a partida e atacar com mais objetividade.
Os primeiros gritos por Rivaldo já ecoavam nas arquibancadas quando Carlinhos Paraíba achou Cícero entre os zagueiros na marca do pênalti. O meia matou a bola no peito e tocou no canto para abrir o placar e aliviar o clima de tensão que começava a se formar no Morumbi.
Com o placar adverso que daria a vaga ao rival, Vagner Mancini abriu o Ceará e deu o espaço que os donos da casa tanto procuravam. Em dois contragolpes velozes, Lucas e Dagoberto fizeram o segundo  e terceiro para sacramentar a classificação e afastar o vexame de uma eliminação em casa logo na primeira fase. Com o placar favorável, a equipe passou a administrar o resultado.
O São Paulo agora aguarda o vencedor do confronto entre Libertad-PAR e Equidad-COL ou Juan Aurich-PER para saber quem será seu rival na próxima fase. Antes de voltar a pensar na Sul-Americana, a equipe volta as atenções para o Brasileirão, onde enfrenta o Santos, neste domingo, na Vila Belmiro, no último duelo do primeiro turno.

Exame toxicológico não esclarece morte de Amy Winehouse


MIKE COLLETT-WHITE
DA REUTERS, EM LONDRES
Os resultados toxicológicos divulgados para a família da cantora Amy Winehouse esta semana suscitaram quase tantas dúvidas quanto respostas, disseram especialistas nesta quarta-feira, mantendo o mistério sobre a causa da morte da cantora de "Rehab."

A família de Amy Winehouse divulgou um comunicado, na terça-feira, dizendo que nenhuma substância ilegal foi encontrada no corpo da cantora de 27 anos depois da morte dela, em casa, no norte de Londres, em 23 de julho.

A ausência de drogas proibidas pode ser um alívio para o pai da artista, Mitch, dado o histórico de Amy de uso de drogas e álcool e a especulação sobre o papel que os narcóticos podem ter tido na sua morte.

"Isso não me faz sentir menos a perda da minha filha, mas estamos satisfeitos de sermos capaz de acertar a história até uma certa extensão", disse ele ao tablóide britânico "The Sun".

Steffen Schmidt/Associated Press
Cantora Amy Winehouse em foto tirada durante apresentação na Suíça em outubro de 2007
Cantora Amy Winehouse em foto tirada durante apresentação na Suíça em outubro de 2007


Apesar disso, o comunicado não especificou se alguma droga legal foi encontrada e disse que havia álcool, "mas não se podia determinar se ele teve alguma participação na morte dela."

Somando-se à confusão há o fato de que os resultados toxicológicos foram passados à família e não tornados públicos por inteiro.

Especialistas em vícios e em toxicologia afirmaram que a informação divulgada na terça-feira pouco fez para solucionar o enigma da morte da cantora. Embora a causa talvez seja esclarecida em um inquérito marcado para 26 de outubro, mesmo lá poderá ser considerada como "não determinada".

"Combinações de substâncias perfeitamente legais podem ser letais", disse Jeremy Clitherow, um farmacêutico de Liverpool, no norte da Inglaterra, especialista em adição.

"É preciso observar os termos (do relatório toxicológico). Você tem de ler o relatório, e não uma versão dele. Não dá para especular."

Mitch disse durante sua fala no funeral que acredita que Winehouse tenha vencido o seu problema com drogas há três anos, mas tentava lidar com a bebida.

sábado, 13 de agosto de 2011

Alemanha relembra 50 anos do Muro de Berlim




Barreira dividiu cidade durante 28 anos e deixou cicatrizes profundas em seus moradores; em cerimônia, políticos alemães celebram união.

A Alemanha comemora, neste sábado, os 50 anos desde a construção do Muro de Berlim, quando o lado leste (comunista) fechou suas fronteiras, dividindo a cidade em dois durante 28 anos e partindo famílias ao meio.

Reuters
Reuters
Cerimônia lebrou construção e queda da muralha
A cerimônia em memória desse marco começou com a leitura dos nomes de 136 berlinenses que morreram tentando cruzar o muro.
O presidente alemão, Christian Wulff, disse que o muro é agora parte da história, e que o país está estabelecido em segurança como uma nação unificada.
A construção da barreira remete aos primeiros anos da Guerra Fria, quando Berlim Ocidental era o caminho escolhido por milhares de berlinenses orientais para fugir rumo à democracia do oeste.
Em resposta, autoridades da Alemanha Oriental construíram, na noite de 13 de agosto de 1961, uma muralha que rodeava totalmente o lado ocidental da cidade.
Pelas três décadas seguintes, Berlim se tornou um ponto de ebulição da Guerra Fria.
E, apesar de a barreira ter sido derrubada em 1989, é considerada até hoje um símbolo de divisões econômicas na Alemanha.
Cicatrizes
O correspondente da BBC na cidade, Stephen Evans, explica que o muro teve um impacto fortíssimo na cidade, deixando alguns de seus moradores abalados pela sensação de aprisionamento. Alguns guardam as cicatrizes psciológicas até hoje.
É o caso de Gitta Heinrich, que atualmente não tem muros ao redor de sua casa. A proteção de seu terreno é feita com árvores e arbustos, em vez de concreto e pedras. Dentro de casa, ela mantém as portas entre os cômodos sempre abertas. Nas ruas, evita espaços confinados em que haja multidões.
Gitta é da pequena vila de Klein-Glicenicke, nos arredores de Berlim, por onde passou o muro, transformando o local em uma ilha da Alemanha Oriental presa dentro de Berlim Ocidental.
Quando este foi derrubado, ela foi submetida a uma consulta médica, porque se sentia ansiosa e angustiada. Seu diagnóstico: "Mauerkrankheit", ou "doença do muro".
'Dia mais triste'
O prefeito dde Berlim, Klaus Wowereit, declarou que, apesar de o muro ter ficado para a história, "não devemos esquecê-lo".
Em uma cerimônia em Bernauer, rua que ficou conhecida por ter sido dividida pelo muro (e que hoje abriga um memorial), ele disse que a cidade está relembrando neste sábado "seu dia mais triste na história recente".
"É nossa responsabilidade comum manter vivas as memórias e passá-las adiante às próximas gerações, para manter a liberdade e a democracia e para evitar que injustiças não voltem a ocorrer." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.