sexta-feira, 6 de maio de 2011
CNBB não reconhece vitória
No entanto, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que este ano elegerá uma nova diretoria, não reconhece a decisão do STF a favor da união estável dos gays.
Porta-voz da 49ª Assembleia Geral da CNBB, que acontece até dia 13, em São Paulo, o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, disse que a Igreja defende a família como instituição formada por homem e mulher, capaz de gerar filhos, e não a união estável de casais gays.
– A Igreja sempre defende e defenderá o direito das pessoas porque é contra a exclusão. No entanto, a família é uma entidade que vem do direito natural.
Para dom Edney Gouvêa Mattoso, bispo diocesano de Nova Friburgo, a decisão do STF não vai alterar o conceito da Igreja sobre a união de casais homossexuais.
– A Igreja vai continuar defendendo os direitos da família e a nossa fé. Isso também é liberdade. Uma coisa é a união civil, outra é o casamento, que é um sacramento da Igreja.
Já o arcebispo de Maringá (PR), o gaúcho dom Anuar Battisti, ressaltou que chamar de casamento a união entre homossexuais representa uma “agressão frontal” à família.
– As pessoas estão institucionalizando a destruição da família – disse ele, durante a Conferência que acontece em Aparecida, no Vale do Paraíba.
Sobre a adoção de crianças por pais do mesmo sexo, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, foi taxativo.
– A adoção é um serviço da mais alta nobreza. Só não aceitamos fazer a equiparação com a família. Não é família. É uma comunidade de pessoas – comparou o bispo.
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